Desculpe Sr. Nobel, de Maria Helena Ventura, vai ser apresentado em Cascais

NobelPor: José d’Encarnação

 

 

 

Desculpe Sr. Nobel é o mais recente romance de Maria Helena Ventura. Vai ser apresentado no próximo dia 29 (uma segunda-feira), ao final da tarde, 18 horas, no reconfortante cenário da Casa de Santa Maria, em Cascais, por especial deferência dos respectivos serviços da Câmara Municipal.

 

 

 

 

Maria Helena Ventura, natural de Coimbra, vive em Cascais há muitos anos e este seu romance acaba, naturalmente, também por se fazer eco dalguns dos ambientes cascalenses. Claro, a acção passa-se em Estocolmo, em jeito de investigação jornalística e policial, ou não fosse a autora licenciada em Jornalismo e tivesse feito mestrado em Sociologia da Cultura. Não se dirá que Nobel entra aqui como Pilatos no credo, porque tudo gira, obviamente, em torno da atribuição dos prémios Nobel e de uma eventual atmosfera de intriga que se supõe passível de existir em torno da atribuição desses prestigiados prémios da Academia Sueca. Será?

Inscrita de pleno direito no rol dos escritores portugueses, Maria Helena Ventura publica poesia desde 1983, mas desde 1999 é o romance com mais ampla conotação histórica que a vem seduzindo, perita como é na investigação biográfica e no posicionamento das suas personagens nos ambientes reais em que viveram. Recorde-se que, embora nas Edições Saída de Emergência – uma editora sediada em S. Pedro do Estoril – o seu Afonso o Conquistador venha, com data de Maio de 2014, indicado como sendo 1ª edição, esse romance sobre Afonso Henriques já teve, pelo menos, mais umas quatro edições, desde 2007. Mereceram-lhe, porém, atenção, a Rainha Santa (Onde vais, Isabel? – 2010), Jesus Cristo (Um Homem Só - 2010), A Musa de Camões (2010), Orson Welles (2011)…

E se nos demais, a narrativa nos prende do princípio ao fim, uma vez que a autora prefere ir desvendando os segredos aos poucos, um apontamento aqui, outro mais além… este Desculpe Sr. Nobel intriga ainda mais:

«Mas quando ninguém é quem parecer ser, e tão longe da segurança a que se habituou em Portugal, Joana mergulha numa espiral de traição e perda, mas também de esperança por um recomeço onde menos se esperava» – escreveu-se no final do texto de apresentação do volume. A fim de não se resistir à tentação da leitura!

 

 

 

cyberjornal, 18 Setembro 2014

José d’Encarnação

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