Ó bispo, o que é que te aquece o coração?

AlcoitaoLarMisericordia15Por: José d’Encarnação

 

 

 

D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa, visitou, no passado dia 20, a Residência Sénior Prof. DrOfélia Leite Ribeiro, em Alcoitão, instituição gerida pela Santa Casa da Misericórdia de Cascais.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi recebido pela Provedora, Dra. Isabel Miguéns, que se encontrava acompanhada por elementos dos corpos sociais da Santa Casa e dos responsáveis por aquele estabelecimento. Houve tempo para larga troca de impressões acerca da actividade que a Santa Casa tem entre mãos, sublinhando-se os objectivos atingidos e as dificuldades por que ora se está a passar devido, sobretudo, à cada vez maior falta de recursos das famílias e ao atraso verificado na entrega dos apoios oficiais.

Juntaram-se ao informal grupo de trabalho Pedro Mota Soares, Ministro dos Ministro da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social, que mais uma vez se inteirou do trabalho que ali está a ser desenvolvido, assim como o prior de Alcabideche, Padre Luís Fialho de Almeida.

Celebrou D. Joaquim Mendes a Santa Missa na capela da Residência, juntamente com o prior. E teve, à homilia, palavras de conforto e de esperança para quantos participaram na cerimónia. Registe-se, por exemplo, o seu apelo a que, no dia-a-dia, se dê maior atenção aos múltiplos sinais que a vida nos proporciona e a que, por andarmos sempre numa correria, acabamos amiúde por não ligar – e eles são bem importantes de todos os pontos de vista e não exclusivamente no âmbito religioso. «Urge fazer uma pedagogia dos sinais!», disse. Contou ainda que, numa das visitas pastorais em que mui gostosamente se desdobra pela diocese, uma criança lhe perguntou:

‒ Ó bispo, o que é que te aquece o coração?

Não era fácil nem instantânea a resposta; mas D. Joaquim rapidamente a encontrou:

‒ O amor de Deus!

Seguiu-se um almoço para confraternização e continuação de partilha de experiências, findo o qual se fez a visita às instalações.

Como é sabido, as Misericórdias estão na directa dependência do Bispo da diocese em que se localizam, de modo que esta foi fundamentalmente uma visita de reconhecimento e de trabalho.

 

 

 

cyberjornal, 25 Abril 2015

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